[A]Quando amanhece, logo no [D]ar se ag[E]ita a luz sem quer[F#-]er, e mesmo o d[B-]ia vem devag[D]ar para te v[E]er. E, já rendido, vê-te chegar desse outro mundo só teu, onde eu queria entrar um dia p’ra me perder. P’ra me perd[F]er nesses rec[G]antos onde tu [C]andas soz[G]inha sem m[A-]im; ardo em ci[F]úme desse jard[G]im onde só v[F]ai quem tu quis[G]eres, onde és senh[C]ora do t[G]empo sem f[A-]im, por minha cr[F]uz jóia de l[G]uz entre as mulh[A]eres. Quebra-se o tempo em teu olhar nesse gesto sem pudor; rasga-se o céu e lá vou eu p’ra me perder.
