Não há [C]estrelas no céu a doirar o meu caminho, por mais [F]amigos que t[G]enha, sinto-m[C]e sempre sozinho. De que vale ter a chave de casa para entrar, ter uma nota no bolso para cigarros e bilhar. A prim[A-]avera da vida é bonita de viv[D7]er, tão depr[G]essa o sol br[F]ilha como a s[G]eguir está a chov[C]er. Para m[A-]im hoje é Janeiro, está um frio de rach[D7]ar, parec[G]e que o mundo int[F]eiro se un[E-]iu para me tram[G]ar. [C] Passo horas no café, sem saber para onde ir, tudo à volta é tão feio, só me apetece fugir. Vejo-me à noite ao espelho, o corpo sempre a mudar, de manhã ouço o conselho que o velho tem para me dar.
