Lisb[A-]oa já tem sol mas cheira a lua,
Quando nasce a madrugada sorrat[e7]eira
E o primeiro eléctrico da rua
Faz c[D-]oro c'oa chin[e7]ela da Rib[A-]eira.
Se ch[D-]ove, cheira a terra promet[A-]ida,
Prociss[e7]ões têm cheiro a rosman[A-]inho.
Na t[D-]asca da viela mais escond[A-]ida,
Cheira a [e7]iscas, a moelas e a v[A]inho.
Um craveiro numa água furtada,
Cheira bem, cheira a Lisb[e7]oa!
Uma rosa a florir na tapada,
Cheira bem, cheira a Lisb[A]oa!
A fragata que se ergue na pr[e7]oa,
A varina que teima em pass[A]ar,
Cheiram bem porque são de Lisb[D]oa,
Lisboa tem ch[A]eiro de fl[e7]ores e de m[A]ar !
Lisboa cheira aos cafés do Rossio,
E o fado cheira sempre a solidão,
Cheira a castanha assada, se está frio,
Cheira a fruta madura, quando é Verão.
Nos lábios tem o cheiro dum sorriso,
Manjerico tem o cheiro de cantigas,
E os rapazes perdem o juízo
Quando lhes dá o cheiro a raparigas.
Lisb[A-]oa já tem sol mas cheira a lua, Quando nasce a madrugada sorrat[e7]eira E o primeiro eléctrico da rua Faz c[D-]oro c'oa chin[e7]ela da Rib[A-]eira. Se ch[D-]ove, cheira a terra promet[A-]ida, Prociss[e7]ões têm cheiro a rosman[A-]inho. Na t[D-]asca da viela mais escond[A-]ida, Cheira a [e7]iscas, a moelas e a v[A]inho. Um craveiro numa água furtada, Cheira bem, cheira a Lisb[e7]oa! Uma rosa a florir na tapada, Cheira bem, cheira a Lisb[A]oa! A fragata que se ergue na pr[e7]oa, A varina que teima em pass[A]ar, Cheiram bem porque são de Lisb[D]oa, Lisboa tem ch[A]eiro de fl[e7]ores e de m[A]ar ! Lisboa cheira aos cafés do Rossio, E o fado cheira sempre a solidão, Cheira a castanha assada, se está frio, Cheira a fruta madura, quando é Verão. Nos lábios tem o cheiro dum sorriso, Manjerico tem o cheiro de cantigas, E os rapazes perdem o juízo Quando lhes dá o cheiro a raparigas.
