S[G]er poeta é ser mais alto, é ser m[F]ai[E]or [A-]
do que os homens! M[D]order como quem beija!
É ser mendigo e d[G]ar como quem s[D]eja
rei do R[D]eino de Aquém e de Al[G]ém Dor!
É ter de mil desejos, o esplendor,
e não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
é ter garras e asas de condor!
sol- fa re#
É ter f[G-]ome, é ter s[F]ede de Infin[D#]ito!
sol- fa re# sol-
Por e[G-]lmo as manhãs de o[F]iro e d[D#]e cetim. [G-]
fa re# re
É cond[F]ensar o m[D#]undo num só gr[D]ito!
E [G]é am[F]ar-te, ass[E]im, perdidam[A-]ente.
É seres a[C]lma, e sangue, e vida em mim.
E diz[D]ê-lo cant[G]ando a t[C]oda a g[D]ente.
